Para Deus, não há tempo diferente. Não há passado, nem futuro. Ele é o presente. Nós, porém, estamos sujeitos ao tempo. Saibamos aproveitá-lo.
O passado é importante. Temos boas lembranças dele. As ruins, superadas ou não, é impossível mudar. Entretanto, fica sempre uma lição do passado.
O futuro não nos pertence. Podemos, sim, construir algo de bom para o futuro. Mas é agora e, não, quando ele acontecer.
O que é nosso mesmo é o presente. É o nosso campo de ação. É uma dádiva de Deus. Um presente!
Estamos no final da Quaresma. Este é o nosso presente. Tivemos ocasião de meditar sobre as lições de Cristo e sobre a nossa vida.
Pudemos discernir o que é bom em nós e o que não é como o Pai deseja de nós. Sabemos o que podemos mudar, para melhor, e sabemos que Deus nos chama à conversão.
Ele sabe – e nós também sabemos – que desfazer os nossos erros, aparar as nossas arestas, combater os nossos defeitos é uma terapia eficaz na construção de nossa felicidade e da felicidade daqueles com os quais convivemos.
À partir de sábado, atendendo a um convite honroso do povo de Deus do Sul de Minas, na Diocese da Campanha, estarei na Paróquia de Santa Maria, na cidade de Baependi, local em que a leiga, Nhá Chica, se santificou pregando a Semana das Dores e convivendo com a gente santa do abençoado rincal sul mineiro.
É bom que aproveitemos este final de Quaresma que nos resta - tempo forte no crescimento da fé, da caridade, do perdão e da justiça – para nos aproximarmos da mão estendida de Deus, numa profunda conversão.
+ Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora(MG)